domingo, 17 de janeiro de 2010

Fui!

Tenho aquela força que de dar tanta alegria me assusta. Estou com a vida nas minhas mãos, respiro fundo e sinto todos vocês. Sinto-me: suor, tensão, liberdade. O corpo pede mais, a mente já está a frente, os sentimentos borbulham e o sol colabora para fervermos. Subo e desço aquilo tudo, rodo. Vamos nos esbarrar na esquina, eu e o mundo, só para eu lhe conheçer mais um pouquinho. To indo, não me puxa!

lsg

domingo, 10 de janeiro de 2010

Minhas palavras estão escondidas atrás desses olhos, que de tanto te enxergarem agora não sabem mais nem o que ver. Sem poder, vivo.

lsg

sábado, 26 de dezembro de 2009

Sem erros nem acertos

"O homem, porque não tem senão uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipótese através de experimentos, de maneira que não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado.

Pelo fato da vida ser, relativamente, tão curta e não comportar “reprises”, para emendarmos nossos erros, somos forçados a agir, na maior parte das vezes, por impulsos, em especial nos atos que tendem a determinar nosso futuro. Somos como atores convocados a representar uma tragédia (ou comédia), sem ter feito um único ensaio, apenas com uma ligeira e apressada leitura do script. Nunca saberemos, de fato, se a intuição que nos determinou seguir certo sentimento foi correta ou não. Não há tempo para essa verificação. Por isso, precisamos cuidar das nossas emoções com carinho muito especial." (Kundera)

O peso da leveza

Sem saber sentir, apenas sentindo, sinto-me insustentavelmente leve.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sons e silêncios

Seus sonhos têm sido angustiantes o suficiente para mante-la acordada. Seus olhos ficam estatelados, ecoando o vazio de sua mente. Ela não pode nem dormir e nem pensar. Às vezes uma música preenche com suas notas os pequenos vácuos de seu coraçãozinho. Mas quando ela expira os sons e os silêncios se esvaem e então, a garota, mal tem tempo de sentí-los ou tocá-los.

lsg

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Palavras

Ela estava bem ali - e imaginem o que quiser que seja o ali! Para ela aquilo era um banco, que aos poucos foi recebendo seu corpo e todo seu pensamento, em milésimos de segundos estava deitada. Assim, foi transportada para um vácuo branco onde haviam linhas completas, cheias de palavras vazias e parágrafos decorados.
Um tempo depois, já dominada pela cafeína, se viu de novo no tal banco. Mas agora sim: estava bem ali! Aquelas palavras foram apagadas, e então ela recomeçara a busca por outras e outras. E o dia em que ela encontrar todas essas letras, completar todas as frases, não haverá mais nada que fazer - felizmente, esse dia não vai acontecer.

lsg

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Um pouco de calor

"Saí à toa nessa madrugada sem saber porque. A noite daqui é tão linda e faz me perder. Penso num belo horizonte, em poder te ver. Sei que eu não tenho mais nada a perder!
Meu carro que não quer mais andar, essa noite que não quer terminar (...)
Eu preciso de um pouco de calor.

Eu quero o dia, a noite e o mar. E cantar!" (Dan Nakagawa)