terça-feira, 27 de julho de 2010

Permitir, verbo transitivo direto e indireto

Eu permito
-me permito, te permito. Mas se
Tu não permites, então
Nós seremos intransitivo.

E enfim, alguma pessoa no singular vai ter escolher. Ou ela ou ele, ou, eu ou tu.

lsg

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Regra Três

"Tantas você fez que ela cansou. Porque você, rapaz, abusou da regra trÊs onde menos vale mais.
Da primeira vez ela chorou e resolveu ficar. É que os momento felizes tinham deixado raízes no seu penar. Depois perdeu a esperança porque o perdão também cansa de perdoar.
Tem sempre o dia em que a casa cai. Pois vai curtir seu deserto, vai. Mas deixe a lâmpada acesa se algum dia a tristeza quiser entrar. E uma bebida por perto porque você pode estar certo que vai chorar." - Toquinho

sábado, 5 de junho de 2010

Ode à liberdade

Não me venhas com fatalidades, pois nada pode ser tão desastroso quanto o desejo não realizado. A vontade sim é inevitável, mas o que fazer com ela não é fatal, é livre. Dar à vida um destino inevitável é negar sua própria liberdade - faças tudo e até onde houver vontade. Não há lei que possa me proibir e nem palavras que possam me recriminar pois, eu, com elas ou sem elas, seguirei meu devir, com todas as portas desempedidas para eu abrir. Irei até franzir a testa, beber uma dose e refletir... isso tudo para eu escolher por onde entrar. E isso não é fatal! É como um mergulho que se mal dado podem as águas entrarem em seus ouvidos, mas se souberes nadar terás a maior sensação de liberdade que aquele movimento fresco e claro pode te permitir.
E para seguir a lógica não fatalística, basta então se levantar, sacudir a cabeça para em outra onda entrar.
Não me venhas com fatalidades. Não preciso de nada além das minhas escolhas, e das nossas vontades!
lsg

quarta-feira, 2 de junho de 2010

In-tensa

Não me chame pra conversar se não for até ficarmos roucos, não me chame para beber se não for até cairmos, não me chame pra dançar se não for até doerem os pés, não me chame para sentar se não for até deitarmos. Pode ser loucura, mas não é. O nome disso é intensidade, é tudo o que eu sinto, é tudo o que me move. É como se eu não pudesse nadar em águas rasas porque preciso mergular, preciso ir fundo. Sim, preciso me afogar, morrer para então renascer. Só assim, com muita força posso te abraçar e me sentir. Não posso brincar se não for para me sujar, para suar, para me arranhar. De tanto ser tanto canso! Canso de rir, canso de olhar, canso de andar, mas pode deixar que não estou parada estou apenas vivendo intensamente o que é para ser e então, dentro de alguns instantes, volto, vôo, vou. Sempre cansada, porque é sempre muito! Eu sou muito, e não me digas para ser pouco porque o meu equilíbrio está em viver tudo!
lsg

terça-feira, 25 de maio de 2010

Balões

Estamos cheios de nada, cheios do nada... E por isso inventamos, criamos histórias, amores, doenças, bebedeiras... Assim vivemos a ocupar nosso tempo, até a hora que fazemos um furo no balão para o ar sair. Junto com ele se vai o nada e então, feito balão, saímos por aí... sem rumo, dando piruetas sem olhar por onde passamos. É somos como balões de ar que para conhecer o mundo é preciso morrer, deixar que o ar leve nosso nada e tudo mais que nos fazia apenas boiar.

Estou me furando. Estou voando, atropelando. Mas diferente dos balões podemos parar e aí que me desconcentro. É parada que deixo novos ares entrarem em mim, deixo criações do mundo me levarem. Paro para criar e então sou história e então amo, adoeço, me embriago...

Preferia ser balão.

lsg

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Quem é eu?

E nisso tudo só sei que não sei. Naquele momento não fui eu porque em todos os minutos eu deixo de ser eu para continuar sendo eu. Não uma eu outra mas ainda eu, sempre eu porque eu é mudança. A eu não se reterritorializa porque assim deixaria de ser eu. E na distância entre o tempo, o espaço e o passo está sempre a eu, andando. Eu é livre, faz tudo com vontade, e ri! Ah! Como a eu ri! A eu não pára, então deixa a gente ir, tchau!

lsg

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ainda que já!

Você nem me beijava tao bem assim, mas eu te amei. Você bem que tentava me alimentar, mas eu continuava com fome. E mesmo assim te amei. Seus carinhos eram esporádicos, mas ficaram guardados. Nosso encontros eram inesperados, e por isso a ansiedade sempre me tomava. Você tentou me levar a praia, mas esqueceu de marcar um dia... E ainda assim te amei! Te dei os pés e depois vi que você mal sabia segurar a minha mão. Mas você me levou contigo! Foram quase nove meses que estive dentro de você. É que eu nasci pré-matura, precisava conhecer a luz, o ar. Nossos cordòes foram cortados, nós cortamos - pois caso contrário eu morreria dentro de você. Poderia me afogar e essa nao era a intençao. E por isso ainda sinto o cheiro do sangue e ainda consigo lembrar daquele sorriso, e daquele choro de quando a criança entra em choque com o mundo. E, parece tudo mais distante agora, tudo mais leve. Vou pensando e sentindo com alegria, sem vontade de amarrar o que nao soubemos dar nó. Seguimos... e de você continuo sabendo quase nada, muito menos o que sou para você e o que você é para mim. De qualquer forma, não importa o parentesco, no importa o sexo, não importa a idade e nem a proposta, já que em todos os casos foi amor!

lsg